Começa a ser difícil filtrar a informação nos meios de comunicação de hoje portante achei interessante reunir alguns dados que fui recolhendo nas leituras mensais do Le Monde Deplomatique.
Espero que vos traga algo de novo e tenho a esperança que vos façam reflectir.
Portugal:
-Maior disparidade entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres da UE.
nada eu não suspeitasse, mas dito assim fica tudo fazer sentido quando ando na estrada e sou ultrapassado regularmente por carros que devem custar o mesmo que a minha casa e sei que somos um dos países mais pobres da UE
-Entram diariamente 10 milhões de € de fundos da CE e saem 7 milhões em lucros de investimento estrangeiro.
no fundo o dinheiro acaba por não dinamizar o país mas sim alimentar as raízes dos interesses económicos estrangeiros implantados em Portugal
-1/3 das sociedades portuguesas pertencem a capital estrangeiro.
idem idem aspas aspas
-Portugal tem 1 policia por cada 227 habitantes, a média europeia é de 1 por 350 habitantes.
particularmente interessante num momento em que a segurança interna é um assunto tão em cima da mesa, aumento da criminalidade violenta, assaltos, etc. Talvez problema não seja tanto ao nível da intimidação e desencorajamento do crime pela presença ou da falta de meios para capturar infractores mas seja a montante, nomeadamente devido aos problemas sociais e económicos que geram e alimentam esta criminalidade
-30% da facturação das empresas de segurança privada provém do estado.
mais uma vez a mesma lógica retrograda
-Se um trabalhador for despedido ilicitamente (sem justa causa portanto) pelo patrão, se o processo exceder um ano, quem paga os salários intercalares é o estado.
ora bem, a justiça, à boa moda portuguesa, atrasa-se o patrono safa-se e os contribuintes é que pagam o salário ao desgraçado
Por este mundo fora:
-Entre 2000 e 2007 50% dos americanos diminuíram os seus rendimentos.
-Um estudo realizado a climatólogos que trabalham para agências federais dos Estados Unidos revelou que 58% destes foi censurado pelos seus superiores ou sofreram pressões para que a palavra "alterações climáticas" fosse eliminada dos seus relatórios.
-em 1998 o barril de petróleo custava menos de 10 dólares.
Nobody can give you freedom. Nobody can give you equality or justice or anything. If you're a man, you take it.
Malcolm X
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Writer's Block
Começo a achar que o CD deste britânico é capaz de valer mesmo a pena.
Cada vez me surpreende mais!
Cada vez me surpreende mais!
faz lembrar:
just jack,
mary jane,
writers block
Top 10
Isto é um top 10 das melhores músicas de hip-hop só do ano de 94. Imaginem, todas estas músicas num só ano...
Farewell, hip-hop!
Farewell, hip-hop!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
O melhor/pior dia da vida dele
A sorte que este gajo teve não tem qualquer espécie de concorrente nos últimos milénios.
Aqui está, uma probabilidade quase impossível tornada facto.
Vale mesmo a pena ver, vão por mim.
Aqui está, uma probabilidade quase impossível tornada facto.
Vale mesmo a pena ver, vão por mim.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Quem é o macaco?
hum..interessante a maneira como as coisas sao ditas..
Always remember you're unique, just like everyone else.
Always remember you're unique, just like everyone else.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
As Tardes da Júlia
Este poderia ser o maior post da minha vida, já que tanto tenho a dizer sobre este género de programas que monopoliza por completo a atenção dos espectadores de uma grande faixa etária, tanto neste nosso país como no resto do mundo civilizado.
Ainda assim, prefiro ir aos pouquinhos.
Há momentos atrás, A Srª Júlia falava de maus tratos a idosos, referindo-se a casos particulares e procurando chocar todos os seus espectadores. Várias pessoas foram chamadas ao programa, e de vez em quando surgia uma daquelas "reportagens" em que várias fotografias de casos de idosos maltratados eram acompanhadas por uma daquelas músicas entristecedoras. Para as pessoas dizerem "Ai coitado...", e ficarem com muita pena.
Imediatamente a seguir - literalmente, no segundo seguinte -, a Júlia refere-se ao charlatão brasileiro que lá ia apresentar um livro qualquer de "medicina caseira", e pede uma salva de palmas.
Mas esperem, e os idosos maltratados? Já acabou?
Nem pensar! A Júlia, como mulher sensibilíssima que é, pediu para o público aclamar o charlatão batendo "palmas levezinhas". Nada me poderia preparar para o que iria acontecer.
O público (constituído por mulheres de meia-idade e por velhinhas, e de vez em quando um homem que não conseguiu reunir amigos para jogar cartas) começa a bater uma espécie de "meias-palmas", enquanto fazia um ar muito preocupado com a situação dos idosos.
Onde é que isto faz sentido? Já não é a primeira vez que surgem estas colossais mudanças de humor num programa deste género. São autênticas montanhas-russas emocionais.
Agora a sério, senhores da programação. Vamos acabar com isto. Bem sei que partem do princípio que o português cala e come, mas não abusem tanto...
Palmas levezinhas...
Ainda assim, prefiro ir aos pouquinhos.
Há momentos atrás, A Srª Júlia falava de maus tratos a idosos, referindo-se a casos particulares e procurando chocar todos os seus espectadores. Várias pessoas foram chamadas ao programa, e de vez em quando surgia uma daquelas "reportagens" em que várias fotografias de casos de idosos maltratados eram acompanhadas por uma daquelas músicas entristecedoras. Para as pessoas dizerem "Ai coitado...", e ficarem com muita pena.
Imediatamente a seguir - literalmente, no segundo seguinte -, a Júlia refere-se ao charlatão brasileiro que lá ia apresentar um livro qualquer de "medicina caseira", e pede uma salva de palmas.
Mas esperem, e os idosos maltratados? Já acabou?
Nem pensar! A Júlia, como mulher sensibilíssima que é, pediu para o público aclamar o charlatão batendo "palmas levezinhas". Nada me poderia preparar para o que iria acontecer.
O público (constituído por mulheres de meia-idade e por velhinhas, e de vez em quando um homem que não conseguiu reunir amigos para jogar cartas) começa a bater uma espécie de "meias-palmas", enquanto fazia um ar muito preocupado com a situação dos idosos.
Onde é que isto faz sentido? Já não é a primeira vez que surgem estas colossais mudanças de humor num programa deste género. São autênticas montanhas-russas emocionais.
Agora a sério, senhores da programação. Vamos acabar com isto. Bem sei que partem do princípio que o português cala e come, mas não abusem tanto...
Palmas levezinhas...
faz lembrar:
assassinar a julia,
julia,
palmas levezinhas,
por favor
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Estilhaços na Madeira
Acerca do ultimo episódio no parlamento da madeira..
Nada me choca no comportanmento do Sr. deputado, faz me antes pensar o que poderá levar um deputado, presumivelmente consciente acerca das consequencias deste comportamento, a manifestar-se desta forma, todos os "esclarecidos" sabem o clima e o tipo de governação exercidos neste "principado". Penso que o importante é o conteudo e não a forma. De facto o objectivo foi concretizado, a mensagem passou e a confirmarem-se as acusações do Sr. deputado algo de muito grave, para além do grave que ja sabemos se passar, se passa no quintal do Sr. Jardim.
Nada me choca no comportanmento do Sr. deputado, faz me antes pensar o que poderá levar um deputado, presumivelmente consciente acerca das consequencias deste comportamento, a manifestar-se desta forma, todos os "esclarecidos" sabem o clima e o tipo de governação exercidos neste "principado". Penso que o importante é o conteudo e não a forma. De facto o objectivo foi concretizado, a mensagem passou e a confirmarem-se as acusações do Sr. deputado algo de muito grave, para além do grave que ja sabemos se passar, se passa no quintal do Sr. Jardim.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Abram alas às olimpiadas do Breakdance
Está oficialmente iniciada a Redbull BC One em Paris, uma alucinante competição que conta com os melhores b-boys do mundo. Há videos com as etapas e até live broadcast, não percam..
Break your fuckin neck!
Break your fuckin neck!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
It's the return of the "Ah wait, no way, he's kidding... He didn't just say what I think he did, did he?"
De volta à carga!
Derramar as minhas frustrações em pormenores ridículos!
Vamos a isso!
Quero reflectir aqui sobre uma coisa que me incomoda há já vários anos.
Quem, sublinho, quem, é que criou o hábito de contar pelos dedos começando pelo polegar? Sinceramente, não entendo. Qual é a grande vantagem?
É que depois é muito mais complicado passar do três para o quatro. Ao contar assim até três, faz-se muito mais gestos, possivelmente ofensivos e plausíveis de gerar confusões, e que já têm nome. Passo a explicar:
Contar até 1 - Constrói-se o "fixe". Numa situação de discussão pode gerar inconsistência no discurso, e pode também criar saudações falsas a transeuntes inocentes;
Contar até 2 - Exibe-se uma pistola, que não é muito agradável na maioria das culturas. Mais uma vez potencial gerador de confusões;
Contar até 3 - Já expliquei que acho estúpido;
Contar até 4 - Como?! É impossível sair desta configuração de dedos. Só se me esforçar muito, mas encravar na contagem do três para o quatro não costuma provocar grandes impressões em termos intelectuais;
Confio em todos os leitores deste devaneio literário para que acabem com esta forma ridícula de contar e voltem à sequência indicador-médio-anelar(enquanto o polegar segura o mindinho)-mindinho-polegar!
Coragem duendes!
Derramar as minhas frustrações em pormenores ridículos!
Vamos a isso!
Quero reflectir aqui sobre uma coisa que me incomoda há já vários anos.
Quem, sublinho, quem, é que criou o hábito de contar pelos dedos começando pelo polegar? Sinceramente, não entendo. Qual é a grande vantagem?
É que depois é muito mais complicado passar do três para o quatro. Ao contar assim até três, faz-se muito mais gestos, possivelmente ofensivos e plausíveis de gerar confusões, e que já têm nome. Passo a explicar:
Contar até 1 - Constrói-se o "fixe". Numa situação de discussão pode gerar inconsistência no discurso, e pode também criar saudações falsas a transeuntes inocentes;
Contar até 2 - Exibe-se uma pistola, que não é muito agradável na maioria das culturas. Mais uma vez potencial gerador de confusões;
Contar até 3 - Já expliquei que acho estúpido;
Contar até 4 - Como?! É impossível sair desta configuração de dedos. Só se me esforçar muito, mas encravar na contagem do três para o quatro não costuma provocar grandes impressões em termos intelectuais;
Confio em todos os leitores deste devaneio literário para que acabem com esta forma ridícula de contar e voltem à sequência indicador-médio-anelar(enquanto o polegar segura o mindinho)-mindinho-polegar!
Coragem duendes!
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