sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O fim do mundo em cuecas

Começa a ser difícil filtrar a informação nos meios de comunicação de hoje portante achei interessante reunir alguns dados que fui recolhendo nas leituras mensais do Le Monde Deplomatique.
Espero que vos traga algo de novo e tenho a esperança que vos façam reflectir.

Portugal:
-Maior disparidade entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres da UE.
nada eu não suspeitasse, mas dito assim fica tudo fazer sentido quando ando na estrada e sou ultrapassado regularmente por carros que devem custar o mesmo que a minha casa e sei que somos um dos países mais pobres da UE

-Entram diariamente 10 milhões de € de fundos da CE e saem 7 milhões em lucros de investimento estrangeiro.
no fundo o dinheiro acaba por não dinamizar o país mas sim alimentar as raízes dos interesses económicos estrangeiros implantados em Portugal

-1/3 das sociedades portuguesas pertencem a capital estrangeiro.
idem idem aspas aspas

-Portugal tem 1 policia por cada 227 habitantes, a média europeia é de 1 por 350 habitantes.
particularmente interessante num momento em que a segurança interna é um assunto tão em cima da mesa, aumento da criminalidade violenta, assaltos, etc. Talvez problema não seja tanto ao nível da intimidação e desencorajamento do crime pela presença ou da falta de meios para capturar infractores mas seja a montante, nomeadamente devido aos problemas sociais e económicos que geram e alimentam esta criminalidade

-30% da facturação das empresas de segurança privada provém do estado.
mais uma vez a mesma lógica retrograda

-Se um trabalhador for despedido ilicitamente (sem justa causa portanto) pelo patrão, se o processo exceder um ano, quem paga os salários intercalares é o estado.
ora bem, a justiça, à boa moda portuguesa, atrasa-se o patrono safa-se e os contribuintes é que pagam o salário ao desgraçado

Por este mundo fora:

-Entre 2000 e 2007 50% dos americanos diminuíram os seus rendimentos.

-Um estudo realizado a climatólogos que trabalham para agências federais dos Estados Unidos revelou que 58% destes foi censurado pelos seus superiores ou sofreram pressões para que a palavra "alterações climáticas" fosse eliminada dos seus relatórios.

-em 1998 o barril de petróleo custava menos de 10 dólares.


Nobody can give you freedom. Nobody can give you equality or justice or anything. If you're a man, you take it.
Malcolm X

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Writer's Block

Começo a achar que o CD deste britânico é capaz de valer mesmo a pena.

Cada vez me surpreende mais!

Top 10

Isto é um top 10 das melhores músicas de hip-hop só do ano de 94. Imaginem, todas estas músicas num só ano...

Farewell, hip-hop!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O melhor/pior dia da vida dele

A sorte que este gajo teve não tem qualquer espécie de concorrente nos últimos milénios.
Aqui está, uma probabilidade quase impossível tornada facto.
Vale mesmo a pena ver, vão por mim.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Quem é o macaco?

hum..interessante a maneira como as coisas sao ditas..


Always remember you're unique, just like everyone else.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As Tardes da Júlia

Este poderia ser o maior post da minha vida, já que tanto tenho a dizer sobre este género de programas que monopoliza por completo a atenção dos espectadores de uma grande faixa etária, tanto neste nosso país como no resto do mundo civilizado.

Ainda assim, prefiro ir aos pouquinhos.

Há momentos atrás, A Srª Júlia falava de maus tratos a idosos, referindo-se a casos particulares e procurando chocar todos os seus espectadores. Várias pessoas foram chamadas ao programa, e de vez em quando surgia uma daquelas "reportagens" em que várias fotografias de casos de idosos maltratados eram acompanhadas por uma daquelas músicas entristecedoras. Para as pessoas dizerem "Ai coitado...", e ficarem com muita pena.

Imediatamente a seguir - literalmente, no segundo seguinte -, a Júlia refere-se ao charlatão brasileiro que lá ia apresentar um livro qualquer de "medicina caseira", e pede uma salva de palmas.

Mas esperem, e os idosos maltratados? Já acabou?

Nem pensar! A Júlia, como mulher sensibilíssima que é, pediu para o público aclamar o charlatão batendo "palmas levezinhas". Nada me poderia preparar para o que iria acontecer.

O público (constituído por mulheres de meia-idade e por velhinhas, e de vez em quando um homem que não conseguiu reunir amigos para jogar cartas) começa a bater uma espécie de "meias-palmas", enquanto fazia um ar muito preocupado com a situação dos idosos.

Onde é que isto faz sentido? Já não é a primeira vez que surgem estas colossais mudanças de humor num programa deste género. São autênticas montanhas-russas emocionais.

Agora a sério, senhores da programação. Vamos acabar com isto. Bem sei que partem do princípio que o português cala e come, mas não abusem tanto...

Palmas levezinhas...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Estilhaços na Madeira

Acerca do ultimo episódio no parlamento da madeira..

Nada me choca no comportanmento do Sr. deputado, faz me antes pensar o que poderá levar um deputado, presumivelmente consciente acerca das consequencias deste comportamento, a manifestar-se desta forma, todos os "esclarecidos" sabem o clima e o tipo de governação exercidos neste "principado". Penso que o importante é o conteudo e não a forma. De facto o objectivo foi concretizado, a mensagem passou e a confirmarem-se as acusações do Sr. deputado algo de muito grave, para além do grave que ja sabemos se passar, se passa no quintal do Sr. Jardim.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Abram alas às olimpiadas do Breakdance

Está oficialmente iniciada a Redbull BC One em Paris, uma alucinante competição que conta com os melhores b-boys do mundo. Há videos com as etapas e até live broadcast, não percam..
Break your fuckin neck!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

It's the return of the "Ah wait, no way, he's kidding... He didn't just say what I think he did, did he?"

De volta à carga!

Derramar as minhas frustrações em pormenores ridículos!
Vamos a isso!

Quero reflectir aqui sobre uma coisa que me incomoda há já vários anos.
Quem, sublinho, quem, é que criou o hábito de contar pelos dedos começando pelo polegar? Sinceramente, não entendo. Qual é a grande vantagem?

É que depois é muito mais complicado passar do três para o quatro. Ao contar assim até três, faz-se muito mais gestos, possivelmente ofensivos e plausíveis de gerar confusões, e que já têm nome. Passo a explicar:

Contar até 1 - Constrói-se o "fixe". Numa situação de discussão pode gerar inconsistência no discurso, e pode também criar saudações falsas a transeuntes inocentes;

Contar até 2 - Exibe-se uma pistola, que não é muito agradável na maioria das culturas. Mais uma vez potencial gerador de confusões;

Contar até 3 - Já expliquei que acho estúpido;

Contar até 4 - Como?! É impossível sair desta configuração de dedos. Só se me esforçar muito, mas encravar na contagem do três para o quatro não costuma provocar grandes impressões em termos intelectuais;

Confio em todos os leitores deste devaneio literário para que acabem com esta forma ridícula de contar e voltem à sequência indicador-médio-anelar(enquanto o polegar segura o mindinho)-mindinho-polegar!

Coragem duendes!