Pergunta o Verde ao o Amarelo,
-Ei, Amarelo! Porque é que és assim? assim amarelo?
-Oh! - retorquiu o Amarelo - o que achas? Porque quase todos os que vejo são amarelos também! E tu Verde? Porque és assim? Assim Verde?
-É estranho - riposta o Verde - exactamente pela mesma razão.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Conversas sérias
As assimetrias de informação são realmente de uma dimensão extraordinária. Assiste-se nos média nacionais maioritariamente a tentativas de formação de opinião disfarçadas de comentários unilaterais, muito mais do que análises sinceras e legítimas sem quaisquer pretensões pessoais ou colectivas. A influência destes comentadores/analistas é inequívoca e portanto com o grande poder que carregam deviam também carregar uma verdadeira responsabilidade. Não só nos ombros deles mas também nos dos que os põe a analisar/comentar. Na minha opinião, para se ter uma análise séria pode-se optar por dois tipos de abordagem: ou se convidam indivíduos que abertamente assumem lados e portanto convidam-se todos os lados, para haver uma discussão à sombra da democracia em que todos gostamos de acreditar que vivemos, ou convidam-se profissionais, pensadores ou especialistas, devidamente credenciados, que façam análises à luz da sua pessoa e não de uma qualquer bandeira ou estandarte. Torna-se um exercício de paciência assistir às animadas conversas que alguns destes senhores vão ensaiar para todos nós, atento público, que padecem de um total alheamento da realidade dos factos e dos problemas palpáveis, que o comum do cidadão sente diáriamente, ou então vão disparar banalidades e difundir opiniões que qualquer verdadeiro analista classificaria de anacrónicas e totalmente ignorantes, mas como a forma conquista muito mais que o conteúdo, e como é mais fácil saciar do que saborear, o modelo teima em persistir.
Felizmente espaços com interesse e responsabilidade jornalística vão também existindo, a exemplo disso assisti hoje a um novo espaço na Sic Notícias, moderado pelo Mário Crespo, com a participação de Medina Carreira, Nuno Crato e João Duque de nome Plano Inclinado. Devo dizer que é um alívio ouvir intervenientes esclarecidos falarem da realidade com seriedade. E não de um país imaginário que visivelmente parece existir na cabeça de alguns. Segundo estes senhores o cenário está cinzento para Portugal, de uma maneira muito simples conseguiram em aproximadamente uma hora fazer um diagnóstico que muitos, repetidas vezes teimaram em não tecer. Embora não conheça aprofundadamente estes senhores, a sabedoria e acutilância das suas palavras chegaram para me caírem no goto. Para resolver um problema é preciso assumi-lo e entendê-lo e só assim se encontraram soluções definitivas a longo prazo e não paliativas que só prolongam o problema e adiam o inevitável. Inevitável este que cresce proporcionalmente ao tempo que é ignorado, porque pela análise feita o caminho é a banca rota e a inviabilidade financeira. Caminha-se para uma situação em que vai ser impossível obter financiamentos pelo território nacional devido à tal dimensão do endividamento público, o que causará perante os mercados internacionais uma tal descredibilidade da capacidade de pagar a dívida contraída que será impossível obter crédito para o que quer que seja. Criando assim um buraco de investimento que no imediato causará congelamento de todos os projectos implementados, e no longo prazo inexistência de novos projectos bem como uma crise social sem precedentes. Porque já que não há projectos, não há trabalho, logo não há impostos e há mais encargos sociais, e quando este ciclo se iniciar no final a questão para as famílias não será se conseguem ou não pagar a casa mas se conseguem ou não ter comida à mesa. Urge o tempo de se abrir os olhos e se tomarem as medidas adequadas, o investimento público não será solução se este não representar um retorno superior à despesa, apenas prolongará durante mais uns tempos a ilusão de um emprego, e apenas agravará mais a situação da dívida, pois o país não tem capacidade de se financiar sem recorrer a crédito externo para este grandes investimentos, e se eles representarem prejuízo será apenas cavar mais num buraco que já vai bem fundo.
Felizmente espaços com interesse e responsabilidade jornalística vão também existindo, a exemplo disso assisti hoje a um novo espaço na Sic Notícias, moderado pelo Mário Crespo, com a participação de Medina Carreira, Nuno Crato e João Duque de nome Plano Inclinado. Devo dizer que é um alívio ouvir intervenientes esclarecidos falarem da realidade com seriedade. E não de um país imaginário que visivelmente parece existir na cabeça de alguns. Segundo estes senhores o cenário está cinzento para Portugal, de uma maneira muito simples conseguiram em aproximadamente uma hora fazer um diagnóstico que muitos, repetidas vezes teimaram em não tecer. Embora não conheça aprofundadamente estes senhores, a sabedoria e acutilância das suas palavras chegaram para me caírem no goto. Para resolver um problema é preciso assumi-lo e entendê-lo e só assim se encontraram soluções definitivas a longo prazo e não paliativas que só prolongam o problema e adiam o inevitável. Inevitável este que cresce proporcionalmente ao tempo que é ignorado, porque pela análise feita o caminho é a banca rota e a inviabilidade financeira. Caminha-se para uma situação em que vai ser impossível obter financiamentos pelo território nacional devido à tal dimensão do endividamento público, o que causará perante os mercados internacionais uma tal descredibilidade da capacidade de pagar a dívida contraída que será impossível obter crédito para o que quer que seja. Criando assim um buraco de investimento que no imediato causará congelamento de todos os projectos implementados, e no longo prazo inexistência de novos projectos bem como uma crise social sem precedentes. Porque já que não há projectos, não há trabalho, logo não há impostos e há mais encargos sociais, e quando este ciclo se iniciar no final a questão para as famílias não será se conseguem ou não pagar a casa mas se conseguem ou não ter comida à mesa. Urge o tempo de se abrir os olhos e se tomarem as medidas adequadas, o investimento público não será solução se este não representar um retorno superior à despesa, apenas prolongará durante mais uns tempos a ilusão de um emprego, e apenas agravará mais a situação da dívida, pois o país não tem capacidade de se financiar sem recorrer a crédito externo para este grandes investimentos, e se eles representarem prejuízo será apenas cavar mais num buraco que já vai bem fundo.
faz lembrar:
Crise,
finança,
plano inclinado,
sic
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Escalas
Se é certo que há uma fonte então qual a fonte que nos consegue mover? o que é que é preciso para iniciar o movimento? quanto vale a inércia? Movemos-nos por projectos, ambições, objectivos ou sonhos mas quando é que o projecto, o sonho ou o objectivo atingem a dimensão suficiente para se iniciar a acção? No fundo é um traço muito discriminatório das personalidades, o ponto da ruptura. Um ponto único para cada um, próprio, mas algumas vezes partilhado quando se dá aquele momento, aquela epifania que andava por dentro a dar sinais mas no entanto ainda não tinha chegado o seu tempo. E que epifania é suficiente? Não teremos todos pequenas copreensões surpeendentes que parecem, durante uns momentos, que podem redefinir toda a nossa vida, mas, que pela anestesia da rotina ou pela impeadosa prostarção já latente são rapidamente esquecidas ? "É agora!", pensa-se - e vem o chavão - "o primeiro dia do resto da tua vida", que força! que coragem! Mas não, ainda não será desta..
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Memória
Discorrem-se páginas com novas ideias e escrituras, mas o quanto não bastava se pelo menos não esquecesse-mos as que já temos e tivemos. Que bom um comprimido para a memória que prendesse tudo à mente o quanto observamos e vivemos, para o podermos tocar, ver e lembrar quando e sempre nos parece-se bem. E que nunca a memória nos traísse pelos seu cantos escuros e escurecidos por outras memórias, que, por serem mais brilhantes ou apenas recentes conseguem empurrar e escurecer as outras que já há tanto e tantas vezes mereceram o seu lugar. Que força esta! Porque enquanto o rio tropeça pela montanha também a memória tropeça e desliza colina abaixo misturando-se com outras águas de outros reinos. E, quando finalmente encontram todas o mar anónimo, já poucos se lembram que águas salgadas já foram doces e que estas memórias escuras já foram límpidas. Surge então alguém que afirma - esta água sempre cá esteve e sempre foi assim - mas felizmente ainda há uns poucos que se lembram que estas memórias salgadas já foram doces e que este mar veio de muitos rios.
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