Este poderia ser o maior post da minha vida, já que tanto tenho a dizer sobre este género de programas que monopoliza por completo a atenção dos espectadores de uma grande faixa etária, tanto neste nosso país como no resto do mundo civilizado.
Ainda assim, prefiro ir aos pouquinhos.
Há momentos atrás, A Srª Júlia falava de maus tratos a idosos, referindo-se a casos particulares e procurando chocar todos os seus espectadores. Várias pessoas foram chamadas ao programa, e de vez em quando surgia uma daquelas "reportagens" em que várias fotografias de casos de idosos maltratados eram acompanhadas por uma daquelas músicas entristecedoras. Para as pessoas dizerem "Ai coitado...", e ficarem com muita pena.
Imediatamente a seguir - literalmente, no segundo seguinte -, a Júlia refere-se ao charlatão brasileiro que lá ia apresentar um livro qualquer de "medicina caseira", e pede uma salva de palmas.
Mas esperem, e os idosos maltratados? Já acabou?
Nem pensar! A Júlia, como mulher sensibilíssima que é, pediu para o público aclamar o charlatão batendo "palmas levezinhas". Nada me poderia preparar para o que iria acontecer.
O público (constituído por mulheres de meia-idade e por velhinhas, e de vez em quando um homem que não conseguiu reunir amigos para jogar cartas) começa a bater uma espécie de "meias-palmas", enquanto fazia um ar muito preocupado com a situação dos idosos.
Onde é que isto faz sentido? Já não é a primeira vez que surgem estas colossais mudanças de humor num programa deste género. São autênticas montanhas-russas emocionais.
Agora a sério, senhores da programação. Vamos acabar com isto. Bem sei que partem do princípio que o português cala e come, mas não abusem tanto...
Palmas levezinhas...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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