quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Escalas

Se é certo que há uma fonte então qual a fonte que nos consegue mover? o que é que é preciso para iniciar o movimento? quanto vale a inércia? Movemos-nos por projectos, ambições, objectivos ou sonhos mas quando é que o projecto, o sonho ou o objectivo atingem a dimensão suficiente para se iniciar a acção? No fundo é um traço muito discriminatório das personalidades, o ponto da ruptura. Um ponto único para cada um, próprio, mas algumas vezes partilhado quando se dá aquele momento, aquela epifania que andava por dentro a dar sinais mas no entanto ainda não tinha chegado o seu tempo. E que epifania é suficiente? Não teremos todos pequenas copreensões surpeendentes que parecem, durante uns momentos, que podem redefinir toda a nossa vida, mas, que pela anestesia da rotina ou pela impeadosa prostarção já latente são rapidamente esquecidas ? "É agora!", pensa-se - e vem o chavão - "o primeiro dia do resto da tua vida", que força! que coragem! Mas não, ainda não será desta..

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